segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Fria e calmamente









É como se ainda fosse te ver em algum lugar aqui.

Me sinto como se estivesse correndo contra o tempo, revivendo uma história, um sentimento morto. Não que isso seja de proposito, esse tipo de coisa vem naturalmente.

Eu acho sem nexo a maneira como sinto sua falta, desnecessariamente sinto até seu cheiro.

Constrangedor!

Como pude ser tão tola de me entregar fria e calmamente.

Ao desconhecido, ao inevitável.

Te vejo correndo, sorrindo, brincando.

É cansativo cada pensamento, melhor dizendo: Perturbador.

O som de outros, que são totalmente estranhos para mim me fazer lembrar você.

Sem querer eu choro por dentro, às vezes até sem nem saber. Nada poético a meu ver.

Sinto-me insatisfeita por algo que ainda é negro para meus olhos.

Não sei por que ainda sinto que quero você, verdadeiro ou não, o propósito totalmente indecifrável a meu coração.

Se você estivesse aqui perguntaria: Sabes por que escrevo?

Não é sobre ti, mas sobre mim.

É que sinto que você ainda está em mim e eu.

Há! Eu sempre estarei em você.