Não
é que eu me sinta mal por ser quem sou, ou até mesmo viver onde vivo.
Nada
tem sido fácil desde uns dias atrás, mas a verdade é que disse pra mim mesma
não ser.
Hoje
durmo a luz de velas, a espera de um amor, seja ele quem for. Eu quero apenas
amar.
O
meu livro de cabeceira está aqui, mas que bela companhia.
De
quem posso me dispor?
Das
folhas pardas e letras pretas?
Parece
ignorância de minha parte.
Eu
não gosto de vermelho, mas ainda sim é a cor da paixão.
Estou
correndo contra o tempo e tentando esquecer o que jamais poderei reviver.



